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10 de outubro de 2021

Numa segunda-feira, 23 de outubro de 2017, os gestores da Capela de São Judas Tadeu, em Pau dos Ferros, inauguraram a Galeria “Edificadores da História”. O evento foi uma homenagem póstuma a todas as pessoas que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a ‘edificação’ física do templo religioso e da fé da comunidade católica daquele bairro.

Entre os agraciados com a honraria está meu bisavô materno, Agnelo Peixoto de Queiroz.

Eis a biografia resumida dele escrita por mim:

AGNELO PEIXOTO DE QUEIROZ nasceu aos 14 dias do mês de dezembro de 1896, em Pau dos Ferros, Estado do Rio Grande do Norte. Ele era o quarto filho de uma prole de sete do casal Francisco Assis de Queiroz Peixoto e Maria José do Espírito Santo. Era casado com Maria Diolinda do Nascimento, de cujo enlace matrimonial, em 1917, nasceram oito filhos (seis homens e duas mulheres).

Na vida profissional trabalhou na agropecuária de subsistência no sítio ‘Curral Velho’, de sua propriedade, que foi desapropriada no Regime Militar, na década de 70, juntamente com outras comunidades da região, para implantação do Perímetro Irrigado, cuja infraestrutura e operação só vieram a ser inauguradas, oficialmente, em 28 de outubro de 1987 pelo então Presidente da República, José Sarney, e o Governador do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo.

Agnelo Peixoto de Queiroz também atuou no ramo do corte de carnes, denominado, na época, de ‘marchante’. O oficio de açougueiro foi levado adiante por alguns filhos, netos e bisnetos até os dias atuais.

‘Padrinho’, como era carinhosamente tratado por seus entes queridos, ao receber o pagamento da indenização das suas terras pelo Governo Federal, veio morar na sede do município de Pau dos Ferros, em 01 de março de 1975, na casa que adquiriu com os recursos financeiros da idenização, localizada na rua Napoleão Diógenes, 289, onde faleceu, aos 95 anos, em 11 de maio de 1991. Pouco tempo após sua passagem para o plano espiritual, os familiares venderam o imóvel para construção da Capela de São Judas Tadeu, padroeiro da comunidade.

Como cristão católico fervoroso, era um assíduo frequentador das missas, rezava várias vezes ao dia, inclusive na hora das refeições para agradecer a Deus pelo ‘pão de cada dia’, e ao deitar e se levantar para a labuta.

Há fortes indícios de que o apelido ‘Capote’ – como é conhecida a numerosa família pau-ferrense da qual é o patriarca – seja uma corruptela do nome próprio Agnelo que, pra época, era exótico, e seus contemporâneos, por não saberem pronunciar, passaram a chamar de ‘seu Guiné’ que, na região Nordeste, também é a ave capote e, certamente daí, ficou criada a alcunha. E para perpetuar a identificação, um trisneto dele, meu filho, foi registrado, em cartório, com o nome de Esaú Capote.

Pela sua contribuição com a vida social, econômica e do desenvolvimento de Pau dos Ferros, a Câmara de Vereadores, por meio da Lei 796/99, de 15 de outubro de 1999, prestou-lhe homenagem póstuma ao batizar uma rua, no bairro Manoel Deodato, com o seu nome.

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