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3 de novembro de 2018

Assistindo a um programa de esportes, agora à noite, lembrei-me das minhas passagens pelos gramados e quadras poliesportivas de Pau dos Ferros. Nunca fui de chutar forte. Talvez, pela baixa estatura, Deus não me deu potência suficiente nas pernas. Mas, confesso, que era um exímio goleador. Devo ter feito mais gols do que Pelé. O ginásio Professor João Faustino, no bairro Princesinha do Oeste, também foi testemunha.

Eu chutava com as duas pernas, mas sempre de forma colocada. Era um típico Romário: garapeiro.

No campinho da Cohab, onde hoje está construída uma quadra, ali perto do antigo ‘Mustang Bar’, devo ter marcado uns mil tantos gols. Creio que quem mais tirou a bola das redes, quando tinha, foi Célio Aquino, filho do saudoso Gesy Aquino, casado com dona Teresinha do SESP, que fazia ‘ponche de limão’ pra nós, adoçado com rapadura, a famosa jacuba.

Nosso time lá era Marcos Alves (‘fumaça’) como goleiro, Haroldo Diógenes na zaga, Édio Henrique ‘(Barrô’} no meio, que lançava para mim já na cara do goleiro, e, desta feita, não tinha muito o que fazer, exceto partir para o abraço, Mimim Diógenes, de saudosa memória, que nós o chamávamos de ‘Dorval’, que foi um centroavante do Fluminense, nosso clube de coração.

Tinha outro campinho bom na Cohab, vizinho à residência de Tote Barreto, que  aprendeu a jogar comigo (Rrsrss).

Também joguei por alguns times aqui de nós: Botafogo, São Paulo, Cosmos, ‘4 de Setembro’ e por aí vai. Sem falar nas peladas lá no beira do rio, por trás da ‘Pedra de Dedeca’ e dona Ubaldina.

Agora dois lances marcaram minha curta carreira no futebol. . .

Uma, no campinho da Cohab, tinha chovido no dia anterior, e eu era muito habilidoso. Meu marcador veio pra me quebrar. Na época, um drible bem feito, nós intitulávamos de “CHAMA”. No tamanho, ele media dois tantos de mim. Quando eu senti que viria para me arrebentar, eu lhe dei uma drible por dentro das pernas que ele saiu escorregando no lodo.

Aí disse –lhe: “o jogo é em pé”. Ele correu atrás de mim até em casa. O asar dele foi por que papai tinha saído para efetuar umas compras numa bodega vizinha, presenciou a cena e ele tirou a conta errada.

O outro foi um gol de bicicleta, em futsal, na quadra da Escola 4 de Setembro’.

Por fim, o goleiro que mais sofreu gols meus foi Jacó do Bar.

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