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6 de junho de 2018

O ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, afirmou que os estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte receberão as águas da transposição do Rio São Francisco ainda em 2018. Convidado a falar em audiência pública pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), nesta terça-feira (5), o ministro esclareceu, principalmente, sobre o andamento das obras no trecho do Eixo-Norte 1 e do ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte.

No fim de abril, a empresa responsável pelas obras do Eixo Norte não cumpriu o cronograma previsto e o contrato de prestação de serviços foi rompido. Após a contratação de uma nova construtora, Pádua Andrade garantiu que o ritmo de trabalho está acelerado para a finalização das obras.

O ministro informou que, atualmente, os canteiros de obras têm turnos de 24 horas e mobilizam cerca de mil trabalhadores. Esse número deve subir para 3 mil até o fim do mês, com a inauguração da última estação elevatória do Eixo Norte em Salgueiro, Pernambuco.

As águas ainda terão que passar pelo reservatório de Jati, no Ceará, seguir até a Paraíba e só depois chegar ao Rio Piranhas, no Rio Grande do Norte. A previsão é que isso ocorra até outubro.

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco devem beneficiar 12 milhões de pessoas em 396 municípios de quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. São 477 quilômetros de obras nos dois eixos (Leste e Norte), 27 reservatórios com barramentos e barragens, quatro túneis, 13 aquedutos e nove estações de bombeamento.

Barragem de Oiticica

Outra grande preocupação do governo é a construção da Barragem de Oiticica, entre os municípios de Jurucutu, Jardim de Piranhas e São Fernando.  Como o projeto inicial sofreu alterações, o ministro informou que os recursos são suficientes para apenas mais quatro meses. E seriam necessários ainda R$ 238 milhões para a conclusão do reservatório.

— Para esse recurso que a gente tem que buscar o apoio, encontrar uma alternativa. Essa obra não pode parar porque é maior obra hídrica do estado. E é fundamental a participação da bancada do Rio Grande do Norte [no Senado] — disse.

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