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9 de fevereiro de 2018

O Movimento Democrático Brasileiro do município de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, anunciou, com estardalhaço, a pré-candidatura a deputada estadual da ex-prefeita, Gorete Silveira.

A ideia pode até ser boa. No entanto, talvez o grupo tenha se esquecido de calcular os riscos de ‘bancar’ o projeto.

O fato de Gorete ser a mãe do atual gestor, Alan Silveira, aumentará, e muito, o acirramento da campanha, transformando-a numa disputa municipal.

Quem está no poder, via de regra, amarga desgastes naturais do cargo e, assim sendo, geram-se algumas barreiras (quase intransponíveis) para transferência de votos.

Prova disso é que, no pleito de 2014, o candidato a deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM), que recebeu apoio do então prefeito, Flaviano Monteiro (PC do B), obteve 3.960 votos, contra 4.383 de Luiz Carlos (MDB) e 1.459 de Gustavo Fernandes (MDB), apoiados pelo partido bacurau no município, totalizando 5.842 sufrágios.

Fazendo as contas, pode-se afirmar que aquela eleição deu a senha para 2016. A diferença de votos entre o candidato apoiado por Flaviano e os dois apoiados pelo grupo oposicionista da época, foram 1.882 votos.

Já o resultado do embate de 2016, entre Flaviano, que postulava a reeleição, e Alan, que venceu a disputa, foram 1.971 sufrágios (89 a mais que em 2014). Alan obteve 12.623 votos, contra 10.652 do seu adversário, que estava com uma caneta cheia de tinta na mão.

Deste modo, se Gorete Silveira não for, de longe, a mais votada em outubro próximo ou, olhando por outro ângulo, o candidato apoiado por Flaviano obtiver mais votos do que ela, é muito provável – e a matemática não costuma falhar – que Alan Silveira não será reeleito em 2020.

A tabuada é assim. Simples assim: “dois mais dois é igual a quatro”.

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