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5 de janeiro de 2018

A mobilização dos policiais civis para cobrar o pagamento dos salários atrasados de novembro, dezembro e 13º vai continuar até que os valores estejam nas contas dos Agentes e Escrivães. A decisão foi tomada em assembleia na tarde desta sexta-feira, dia 5 de janeiro.

Os policiais civis se reuniram no SINPOL-RN e deliberaram por manter as mobilizações. Na segunda-feira, às 9h, os Agentes e Escrivães voltarão a se reunir na sede do Sindicato, em Natal, para uma nova assembleia.

“O Governo nos convocou para uma reunião, no entanto, não apresentou aquilo que mais nos interessa, que é nosso pagamento. Foram apresentadas datas e previsões, mas o Governo já anunciou outros calendários e não cumpriu. Então, a única possibilidade de retomarmos a normalidade dos serviços nas delegacias é com os salários depositados nas contas”, comenta Nilton Arruda, presidente do SINPOL-RN.

Ele ressalta que os policiais civis não estão em greve e não deflagraram movimento paredista. “No nosso entendimento, não estamos descumprindo nenhuma determinação judicial. A decisão do desembargador Cláudio Santos, por exemplo, condiciona possíveis sanções à continuidade do movimento após o pagamento dos salários. Como até o momento os policiais civis não foram pagos, não há ilegalidade”, avalia.

Durante a assembleia geral realizada nesta sexta-feira, a Diretoria do SINPOL-RN informou aos policiais civis sobre a reunião realizada na Secretaria de Segurança Pública, na noite desta quinta-feira (4). Na ocasião, a equipe do Governo alegou que vai pagar os salários de novembro neste sábado, dia 6.

Disse, ainda, que os pagamentos de dezembro devem ser feitos na próxima semana, no dia 12 de janeiro. Porém, não há confirmação se esse pagamento será integral. Também não há previsão de pagamento do 13º salário.

“É muito complicado termos especulações e promessas como propostas. O que os policiais precisam é do salário na conta para que tenham como se alimentar, quitar seus débitos e se deslocar para o local de trabalho dentro da normalidade. Nós não estamos nos recusando a trabalhar, apenas não temos como retomar a rotina sem o item básico de sobrevivência do trabalhador, que é seu salário”, finaliza.

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