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4 de janeiro de 2018

Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias do município de Pau dos Ferros, na região do Alto Oeste do RN, publicaram matéria no ‘Grupo Cidadão 190’ do facebook, nesta quinta-feira, 04, cobrando do prefeito Leonardo Rêgo (DEM) o repasse do incentivo dado pelo Governo Federal às políticas afetas às categorias.

Eles, que foram à Prefeitura e não conseguiram falar com o chefe do executivo, como quem vai a Roma e não vê o papa, escreveram que desde a semana passada que tentam agendar uma conversa com o gestor pau-ferrense e dão com os burros n´água.

De tanto esperar – e sem obter respostas satisfatórias, nem do Prefeito, tampouco da vice e Secretária de Saúde, Zélia Leite – as duas categorias temem levar um seixo da Prefeitura.

Eis o texto na íntegra:

“Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE) mais uma vez estiveram na sede da prefeitura de Pau dos Ferros/RN em busca de diálogo com a gestão visando o repasse do incentivo dado pelo Governo Federal às políticas afetas aos ACS e aos ACE. Desde a semana passada, depois de serem surpreendidos com a decisão da gestão municipal de não fazer o repasse para os ACS e ACE – algo que fugiu de uma realidade consolidada de anos anteriores que os gestores, inclusive o atual, faziam o repasse para os Agentes Comunitários de Saúde – que as duas categorias vêm buscando que a gestão passe a usar o bom senso e faça o repasse do incentivo referente a 2017.

Desde a semana passa havia ficado acertado entre a gestão e as categorias junto com o SINDSAÚDE que se sentariam dia 3 de janeiro para conversar, contudo a data foi remarcada para o dia 4 de janeiro (hoje – quinta-feira), mas nem o gestor e nem o procurador do município deram as caras, tendo sido dado a informação que ambos estavam viajando. Muitos ACS e ACE já contavam com esse incentivo, tendo em vista que todos os anos era feito o repasse pelo Governo Federal e o gestor municipal, por sua vez, fazia aos Agentes. Contudo, as categorias foram surpreendidas pela gestão municipal em ter decidido por não fazer o repasse do incentivo sem lei municipal que “obrigue” a gestão fazer isso.

O que se sabe é que a condição de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde é bastante deficitária, uma vez que são os próprios Agentes que paga para se deslocar para suas micro-áreas – para os que tem micro-área distante da UBS – os Agentes de Saúde não possuem fardamento e faz tempo que não passam por curso de aperfeiçoamento, atualização ou capacitação.

Já os ACE tiveram a insalubridade reduzida pela metade. Ademais, a realidade de algumas unidades é precária: Sem médico; sem dentista; sem farmácia (foram reduzidas pela metade pela atual gestão). Daí a sociedade padece, e os ACS têm sua efetividade reduzida por não ter a UBS condições de oferecer os serviços à população que precisa.”

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